Bitcoin volta aos US$ 82 mil com melhora das bolsas e compras na queda
O Bitcoin recuperou a faixa dos US$ 82 mil nesta sexta-feira, depois de cair abaixo dos US$ 80 mil na véspera. A alta veio com a melhora das bolsas asiáticas, mas os fluxos dos ETFs seguem fracos.
Foto: Reprodução/Portal do BitcoinFoto: Reprodução/Portal do Bitcoin· Imagem reproduzida de Portal do Bitcoin
O Bitcoin voltou a ser negociado acima de US$ 82 mil nesta sexta-feira, 16, recuperando parte das perdas da sessão anterior, quando chegou a tocar US$ 79.800. No momento, a criptomoeda avançava 0,9%, a US$ 82.019, enquanto, em reais, era cotada a R$ 419.256. A reação ocorreu após uma nova rodada de compras perto do suporte de US$ 80 mil, faixa que vinha sendo observada pelos traders.
A retomada também acompanhou a melhora dos mercados asiáticos, em especial das ações ligadas à tecnologia. Na Coreia do Sul, o índice Kospi subia quase 3%, com Samsung Electronics e SK Hynix avançando mais de 2%. No Japão, o Nikkei 225 registrava alta de cerca de 1,8%, e o índice MSCI Ásia-Pacífico também operava em terreno positivo.
ETFs seguem em compasso de cautela
Apesar do alívio nos preços, o humor entre investidores institucionais ainda não virou. Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos tiveram entradas líquidas de cerca de US$ 5 milhões na quinta-feira, valor bem menor que as saídas de US$ 261 milhões registradas um dia antes. O quadro foi mais fraco em outros fundos ligados a cripto, como os de Ethereum, que tiveram retiradas de aproximadamente US$ 60 milhões, e os de Solana, com quase US$ 10 milhões em saques.
Essa diferença mostra que a recuperação do preço ainda não foi acompanhada por uma volta consistente da demanda dos grandes fundos. No caso da Zcash, que liderava os ganhos do dia, o ETF americano também registrou saídas de cerca de US$ 15 milhões, reforçando a leitura de cautela no mercado. Mesmo com a recuperação, os investidores continuam atentos ao comportamento desses fluxos nas próximas sessões.
Juros nos EUA seguem no radar
Outro fator que segue no centro das atenções é a política monetária dos Estados Unidos. O mercado aguarda comentários de Kevin Warsh, do Federal Reserve, em meio às dúvidas geradas pela inflação americana de setembro, que veio acima do esperado. Juros mais altos tendem a pressionar ativos de risco, como o Bitcoin, porque tornam aplicações conservadoras mais atrativas.
No gráfico, a faixa de US$ 84 mil aparece como resistência relevante. Se o Bitcoin conseguir se manter acima de US$ 82 mil e avançar dessa região, o mercado pode testar níveis mais altos. Por outro lado, uma nova perda de US$ 80 mil voltaria a acender o alerta para uma correção mais profunda.
Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.
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