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Bitwise vê Bitcoin favorecido em cenários opostos da onda de IA

Para o diretor de investimentos da Bitwise, tanto um boom de IA quanto uma recessão causada pelo fim da febre tecnológica podem acabar favorecendo o Bitcoin. Matt Hougan diz que, em quase todos os cenários, o ativo encontra demanda ou proteção.

Redação POD Cripto News · 2 min de leitura
Bitwise vê Bitcoin favorecido em cenários opostos da onda de IAFoto: Decrypt

Foto: Decrypt· Imagem reproduzida de Decrypt

O diretor de investimentos da Bitwise, Matt Hougan, afirmou que o Bitcoin tende a sair fortalecido mesmo diante de desfechos muito diferentes para a inteligência artificial. Em um informe a investidores, ele usou a lógica de livros interativos da infância para mostrar como caminhos distintos podem levar ao mesmo resultado final. Para ele, a grande incerteza macroeconômica atual não muda o desfecho para quem olha o longo prazo no Bitcoin.

No cenário em que a IA gera uma espécie de superabundância, Hougan diz que a produtividade dispara e o trabalho baseado em conhecimento fica mais barato. Nesse ambiente, segundo ele, o valor migra para ativos realmente escassos, como terras à beira-mar, ouro e Bitcoin. A ideia central é que bens que não podem ser reproduzidos com facilidade ganham apelo quando a riqueza se espalha com mais força.

Se a bolha estourar, a tese muda de forma, não de direção

Na hipótese de estouro da bolha de IA e de uma recessão parecida com a de 2008, Hougan avalia que o Bitcoin poderia cair junto com outros ativos de risco no primeiro momento. Mesmo assim, ele argumenta que haveria um resgate do governo, seguido de forte emissão de dinheiro, já que a construção de infraestrutura para IA seria o maior investimento desse tipo na história dos Estados Unidos. Por isso, ele descreve esse cenário como favorável ao Bitcoin no pós-crise.

Hougan também vê força no caso em que a economia apenas segue em ritmo moderado, com crescimento em torno de 3% e juros de 4%. Nesse contexto, segundo ele, o Bitcoin continuaria recebendo entradas de ETFs, adoção por consultores e alocações de empresas e até de governos, em meio ao aumento da dívida pública. Em sua avaliação, o Bitcoin “vence por estar presente”.

Riscos continuam no radar

O executivo fez ressalvas e disse que o preço do Bitcoin não sobe em linha reta. Ele lembrou a queda de 50% registrada em poucos dias durante o pânico da covid-19 em 2020, seguida de uma recuperação de cerca de 20 vezes. Hougan também citou riscos fora do debate macroeconômico, como uma repressão global de governos ou ameaças de computação quântica a carteiras mais antigas.

A tese chegou em um momento de nervosismo no mercado, reforçado por alertas sobre o impacto da desaceleração na construção de data centers de IA sobre a economia dos Estados Unidos. Ainda assim, a conclusão de Hougan foi direta: para investidores de longo prazo, quase todos os caminhos analisados acabam apontando para o Bitcoin.

Com informações de Decrypt.

Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.

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