Brasil Bitcoin pede autorização ao Banco Central usando CNPJ da Brasil 8
A Brasil Bitcoin protocolou pedido de autorização para atuar como corretora de bitcoin e criptomoedas no Banco Central usando o CNPJ da Brasil 8. A medida ocorre em meio a disputa societária entre os sócios.
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A Brasil Bitcoin pediu autorização ao Banco Central do Brasil para operar como corretora de bitcoin e criptomoedas no país. O protocolo foi feito na quinta-feira, dia 15, por meio do CNPJ da Brasil 8, outra empresa ligada ao grupo. A movimentação acontece em um momento de conflito entre os sócios da companhia.
Segundo Jorge de Almeida, atual CEO da Brasil Bitcoin, a decisão de usar a Brasil 8 ocorreu após um impasse entre os administradores. Ele disse que a diferença de posição entre Erick Crus, que detém 40% do negócio, e os sócios Marco Castellari e Jorge de Almeida, que somam 60%, dificultou a conclusão dos atos necessários para protocolar o pedido no prazo exigido pelo Banco Central, em 30 de outubro.
Disputa societária e impasse no pedido
Na conversa com a reportagem, Almeida afirmou que a mudança não deve alterar a rotina dos clientes. Segundo ele, a marca, a plataforma e o site permanecem os mesmos, com ajustes concentrados em bastidores, como termos de uso e dados bancários para depósitos e saques. O executivo também disse que a equipe seguirá intacta e que a empresa pretende continuar desenvolvendo novos produtos e serviços.
Do outro lado, Erick Crus contestou a operação e levou o caso à Justiça empresarial paulista. Na petição apresentada na quinta-feira, ele chamou a Brasil 8 de corretora clandestina dos administradores e afirmou que ativos como domínio, clientes e plataforma teriam sido transferidos sem o seu conhecimento. Ele pede a devolução do domínio Brasil Bitcoin e acesso aos sistemas para seguir com o pedido regulatório.
Nova reunião pode definir exclusão de sócio
A empresa também marcou uma reunião para 23 de outubro com a proposta de avaliar a exclusão de Crus por justa causa. A ordem do dia menciona supostos atos de inegável gravidade que colocariam em risco a continuidade da sociedade. Uma tentativa anterior de afastamento foi suspensa pela Justiça após questionamento sobre os prazos de defesa, e pedidos urgentes do sócio foram negados neste momento.
Na prática, o caso mistura uma disputa entre sócios com a corrida para cumprir exigências regulatórias do Banco Central. Enquanto a Brasil Bitcoin tenta avançar com o processo de autorização, o conflito sobre quem controla a estrutura da empresa segue em análise no Judiciário.
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