Brasil soma 35 ataques físicos a investidores de criptomoedas, diz lista atualizada
Uma lista de ataques físicos contra investidores de criptomoedas foi ampliada com apoio de IA e passou de 700 casos. O Brasil agora aparece com 35 registros e ocupa a 4ª posição global.
Foto: Jameson Lopp/Reprodução via LivecoinsFoto: Jameson Lopp/Reprodução via Livecoins· Imagem reproduzida de Livecoins
O desenvolvedor Jameson Lopp atualizou nesta quinta-feira, 16, sua lista de ataques físicos contra investidores de criptomoedas, conhecidos como ataques de chave inglesa. A revisão contou com a ajuda do usuário Pizza Bitcoiner, que usou ferramentas de inteligência artificial para localizar casos que haviam ficado fora de levantamentos anteriores.
Com a nova varredura, o total de ocorrências conhecidas passou de 700. Lopp afirmou que a base ficou mais precisa, mas destacou que o número de ataques dobrou depois da busca feita por agentes de IA. A lista reúne episódios públicos e tem como objetivo lembrar que a segurança física também importa no mercado cripto.
Brasil passa a ter 35 casos na lista
Entre os países citados, o Brasil ganhou 23 novos registros e saiu de 12 para 35 casos. Com isso, o país passou a ocupar a quarta posição no ranking, atrás de França, Estados Unidos e Taiwan. São Paulo aparece com seis incidentes, Rio de Janeiro com quatro, e Santa Catarina e Goiás com dois cada.
Também foram citados casos em Ceará, Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com uma ocorrência em cada estado. O texto lembra que a lista inclui apenas episódios públicos, o que significa que situações sem registro oficial ou sob segredo de justiça podem não estar contabilizadas.
Casos recentes e contexto do ranking
Entre os episódios mencionados no Brasil, um dos mais recentes ocorreu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, quando falsos policiais sequestraram um influenciador e levaram cerca de R$ 750 mil em criptomoedas. Antes disso, em Vitória, no Espírito Santo, outro influenciador foi sequestrado e os criminosos conseguiram fazer uma transação de R$ 15 mil em cripto.
Segundo a atualização, os anos de 2025 e 2021 concentraram os maiores números de casos no país. Em ambos, o Bitcoin registrou máxima histórica, algo que pode ter aumentado a exposição das vítimas. Até agora, 2026 soma três ocorrências públicas no Brasil.
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