Fairshake amplia gasto contra Sherrod Brown e passa de US$ 40 milhões
O super PAC pró-cripto Fairshake aumentou a pressão contra o senador Sherrod Brown, em Ohio, e já gastou mais de US$ 40 milhões na disputa. O movimento reforça o foco do setor nas eleições legislativas dos EUA.
Foto: Shutterstock/DecryptFoto: Shutterstock/Decrypt· Imagem reproduzida de Decrypt
O Fairshake, principal comitê de ação política do setor cripto nos Estados Unidos, intensificou os gastos para derrotar o senador democrata Sherrod Brown, de Ohio. Em novos registros enviados à Comissão Eleitoral Federal, o grupo informou despesas adicionais que empurraram o total destinado à disputa para acima de US$ 40 milhões.
A documentação, assinada em 15 de outubro, mostra que a afiliada Defend American Jobs contratou uma compra de mídia de US$ 5,2 milhões contra Brown. Dias depois, a entidade ainda registrou mais cerca de US$ 1,95 milhão em outra ação de mídia, além de custos de produção.
Ohio vira a principal batalha do setor
O total de gastos ligados a Brown chegou a cerca de US$ 46,66 milhões no ano, segundo o arquivo. Isso torna a corrida em Ohio o alvo mais caro da campanha do setor cripto em 2026. O mesmo registro também mostra apoio ao republicano Jon Husted, adversário de Brown na disputa pela vaga.
Brown é visto como um dos críticos mais duros da indústria financeira digital e, em uma eventual volta ao Senado, poderia reforçar a ala cética ao cripto no Comitê Bancário. Segundo o texto, ele já travou iniciativas de estruturação do mercado antes de perder a cadeira em 2024, eleição em que o Fairshake gastou cerca de US$ 40 milhões para contribuir com a derrota.
Pacote de gastos se amplia para a Câmara
A ofensiva não se limita ao Senado. No início de outubro, o Fairshake anunciou apoio a 32 deputados, sendo 19 republicanos e 13 democratas, com um compromisso inicial de US$ 6 milhões. O grupo diz buscar candidatos favoráveis à inovação em cripto nos dois partidos.
O comitê, financiado principalmente por Coinbase, Ripple e Andreessen Horowitz, entrou em setembro com cerca de US$ 120 milhões em caixa e deve gastar mais de US$ 100 milhões neste ciclo eleitoral. A estratégia acontece enquanto o setor tenta influenciar o Congresso que vai definir as regras para criptomoedas nos EUA.
Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.
A melhor infraestrutura internacional de pagamentos para empresas e plataformas digitais: Pix para USDT, liquidado on-chain, direto na sua carteira.
Leia também
Mais de Regulação →
Foto: Jesse Hamilton/CoinDeskPatrick Witt deixa a Casa Branca e vaga para chefe de cripto segue aberta
Patrick Witt deixou o governo e voltou ao setor privado, deixando a Casa Branca sem um nome público para comandar a agenda cripto. A saída amplia dúvidas sobre a coordenação da política de ativos digitais nos Estados Unidos.
Foto: Reprodução/Portal do BitcoinNova regulação do BC pode exigir até R$ 37,2 milhões de empresas cripto
Empresas de ativos virtuais terão até 30 de outubro de 2026 para pedir autorização ao Banco Central. O capital mínimo e os custos de adaptação já levam corretoras a encerrar operações.
Foto: Reprodução/CoinDeskLetônia mira permitir pagamento de impostos com criptomoedas em 2027
O governo da Letônia trabalha para aceitar criptomoedas no pagamento de impostos pessoais já no próximo ano. A medida faz parte de uma revisão mais ampla da tributação de ativos digitais no país.