Goldman, Wells Fargo e Morgan Stanley veem tokenização como oportunidade de crescimento
Executivos dos três bancos disseram que a tokenização pode abrir novas receitas, reduzir custos e ampliar o alcance de produtos financeiros. Nenhum deles apresentou estimativas de faturamento com a tecnologia.
Foto: Chris Hondros/Getty Images via CoinDeskFoto: Chris Hondros/Getty Images via CoinDesk· Imagem reproduzida de CoinDesk
Goldman Sachs, Wells Fargo e Morgan Stanley enxergam a tokenização como uma oportunidade de expansão, e não como uma ameaça. A prática consiste em levar ativos financeiros e do mundo real para uma blockchain, permitindo sua negociação com menos barreiras geográficas e, em alguns casos, operação contínua. O tema ganhou espaço nas conferências de resultados do terceiro trimestre, quando os bancos detalharam como avaliam essa tecnologia.
Goldman aposta em negociação e automação
No Goldman Sachs, a leitura é de que a tokenização pode reforçar a atividade de negociação. O CEO David Solomon disse que os novos produtos e a maior distribuição podem ampliar o volume de negócios, em vez de reduzir a receita do banco. Ele comparou o movimento à migração para o pregão eletrônico, que no passado também gerou dúvidas sobre o futuro das mesas de operação.
O banco já investe há anos em infraestrutura para ativos digitais. Entre as iniciativas citadas está a GS DAP, plataforma própria para ativos tokenizados, criada em 2022, além de projetos com títulos, fundos do mercado monetário e imóveis. Solomon afirmou ainda que a tokenização pode cortar custos, automatizar transações e facilitar a negociação de ativos, embora tenha classificado a atividade atual como pequena.
Wells Fargo e Morgan Stanley veem usos práticos
No Wells Fargo, a tecnologia já aparece em um caso de uso concreto. O banco informou que processa pagamentos internacionais com depósitos tokenizados, com crédito nas contas dos beneficiários em dois minutos ou menos. Segundo o diretor financeiro Michael Santomassimo, a operação está em produção, mas ainda com baixo volume. Ele disse que a ferramenta pode ajudar a ampliar o negócio sem a necessidade de uma grande rede internacional de agências.
O banco também enxerga espaço para títulos tokenizados, ativos do mundo real e negociação cripto para clientes de gestão de patrimônio, embora sem prazo para lançar novos serviços. Já no Morgan Stanley, a ênfase está no impacto sobre a experiência do investidor. A diretora financeira Sharon Yeshaya afirmou que um mercado tokenizado pode tornar a movimentação de ativos mais rápida, mas não elimina a necessidade de orientação profissional. Para o banco, a tecnologia representa mais um vetor de oportunidade, não um produto recém-anunciado.
Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.
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