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Instituições avançam em cripto sem esperar novas regras nos EUA

Sem um marco federal para ativos digitais, empresas financeiras estão padronizando compliance e infraestrutura por conta própria. Para assessores, o foco passou a ser custódia, propriedade e saída segura para o cliente.

Redação POD Cripto News · 2 min de leitura
Instituições avançam em cripto sem esperar novas regras nos EUAFoto: Reprodução/CoinDesk

Foto: Reprodução/CoinDesk· Imagem reproduzida de CoinDesk

Enquanto o Congresso dos Estados Unidos não aprova regras amplas para ativos digitais, instituições financeiras seguem avançando com soluções próprias para tokenização, stablecoins e infraestrutura de mercado. A discussão ganhou força após a falha do Senado em avançar com o CLARITY Act, deixando o setor sem um marco federal completo. Dois dias depois, a SEC publicou uma exceção de inovação, que abriu espaço para a negociação de ações americanas tokenizadas em blockchain, mas sem criar uma lei permanente.

A leitura entre executivos é que esperar por Washington já não é uma estratégia viável. Em um evento em Nova York, profissionais ligados ao setor defenderam que as empresas estão construindo para o cenário atual, com regras estaduais, federais e regulatórias que não andam no mesmo ritmo. Para assessores financeiros, isso muda a forma de avaliar plataformas tokenizadas e os riscos envolvidos na operação.

Compliance virou custo e vantagem competitiva

Adam Schumann, vice-presidente jurídico da OKX, afirmou que companhias nos EUA precisam lidar ao mesmo tempo com leis federais, agências nacionais, normas estaduais e reguladores locais. Segundo ele, a uniformidade completa não deve acontecer, então as empresas acabam ajustando processos estado por estado e país por país. Aravind Raju, diretor financeiro da Uphold, disse que a área de compliance virou uma das maiores da companhia justamente por exigir soluções específicas para cada jurisdição.

Na avaliação dele, conforme as regras ficarem mais claras e alinhadas, parte desses recursos poderá ser realocada. Até lá, o custo regulatório segue sendo uma barreira relevante e também um diferencial para quem consegue operar com mais disciplina. Outro ponto citado no debate foi a fragmentação das redes privadas criadas neste ano para ativos tokenizados, stablecoins e registros de valores mobiliários, que muitas vezes não se conectam bem entre si.

Custódia separada e verificação contínua

O movimento do setor também vai na direção de separar funções que antes ficavam concentradas na mesma empresa. Custodiantes tradicionais passaram a guardar ativos digitais, enquanto as plataformas de negociação ficaram mais apartadas das estruturas de guarda. Isso reduz o risco de um único agente concentrar todas as etapas críticas da operação. Ao mesmo tempo, a checagem de compliance e segurança vem saindo de revisões pontuais para controles contínuos, aplicados a cada transação.

Para Diego Grassano, diretor comercial da Shyft e diretor de produto da Lumia, assessores devem começar perguntando o que o cliente realmente possui e como recupera o dinheiro se a plataforma falhar. Ele também recomenda analisar quem guarda os ativos, quem valida os números e quais restrições existem para saques e transferências. A mensagem principal, segundo os participantes, é que o mercado está criando práticas que qualquer futura lei dificilmente poderá ignorar.

Com informações de CoinDesk.

Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.

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