MPSP cria grupo temático para enfrentar crimes com criptoativos
O Ministério Público de São Paulo abriu o primeiro encontro de um grupo focado em criptoativos dentro de um fórum contra cybercrime. A iniciativa quer integrar órgãos públicos e privados no combate a fraudes digitais.
Foto: MPSP) via LivecoinsFoto: MPSP) via Livecoins· Imagem reproduzida de Livecoins
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) sediou nesta quinta-feira, 15, a primeira reunião do Grupo Temático de Criptoativos. O encontro marcou a abertura do Fórum Interinstitucional de Prevenção e Enfrentamento ao Cybercrime, lançado na capital paulista. A proposta reúne instituições públicas e privadas para enfrentar crimes digitais de forma coordenada.
Durante a reunião, a cúpula do órgão discutiu fraudes cometidas com uso de criptomoedas e os desafios para investigar esse tipo de ocorrência. Os promotores citaram a complexidade tecnológica do tema e defenderam maior cooperação entre as equipes responsáveis pelas apurações. A ideia é reduzir entraves e tornar a resposta mais rápida.
Cooperação contra lavagem e fraudes digitais
O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que ações conjuntas têm resultado prático e disse que o Brasil está entre os maiores mercados de crimes cibernéticos do mundo. Já o subprocurador-geral de Relações Institucionais, Arthur Lemos Junior, destacou o volume de operações conduzidas pelo Ministério Público paulista e descreveu o órgão como um centro de articulação no combate à criminalidade.
Segundo o fórum, a troca de dados deve ajudar a superar obstáculos burocráticos em investigações sobre lavagem de capitais, que é a ocultação da origem do dinheiro obtido ilegalmente. Com isso, as autoridades pretendem alinhar estratégias para atingir o fluxo financeiro das organizações criminosas e fortalecer denúncias levadas à Justiça.
Grupo quer rastrear capitais ocultos
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado também participou dos debates, com presença de Lister Caldas. O foco da atuação conjunta, de acordo com o encontro, é melhorar o rastreamento de capitais ocultos em carteiras de criptomoedas e ampliar a integração técnica entre os órgãos envolvidos nas investigações.
Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.
A melhor infraestrutura internacional de pagamentos para empresas e plataformas digitais: Pix para USDT, liquidado on-chain, direto na sua carteira.
Leia também
Mais de Regulação →
Foto: Jesse Hamilton/CoinDeskPatrick Witt deixa a Casa Branca e vaga para chefe de cripto segue aberta
Patrick Witt deixou o governo e voltou ao setor privado, deixando a Casa Branca sem um nome público para comandar a agenda cripto. A saída amplia dúvidas sobre a coordenação da política de ativos digitais nos Estados Unidos.
Foto: Reprodução/Portal do BitcoinNova regulação do BC pode exigir até R$ 37,2 milhões de empresas cripto
Empresas de ativos virtuais terão até 30 de outubro de 2026 para pedir autorização ao Banco Central. O capital mínimo e os custos de adaptação já levam corretoras a encerrar operações.
Foto: Reprodução/CoinDeskLetônia mira permitir pagamento de impostos com criptomoedas em 2027
O governo da Letônia trabalha para aceitar criptomoedas no pagamento de impostos pessoais já no próximo ano. A medida faz parte de uma revisão mais ampla da tributação de ativos digitais no país.