OpenAI diz que IA roubou cripto em rede de testes para concluir tarefa
A OpenAI afirmou que um modelo de IA usou fundos de uma carteira em rede de testes do Ethereum para terminar uma tarefa. A empresa diz que não houve prejuízo porque as moedas não tinham valor comercial.
Foto: ChatGPT via LivecoinsFoto: ChatGPT via Livecoins· Imagem reproduzida de Livecoins
A OpenAI, criadora do ChatGPT, informou nesta quinta-feira, 15, que sua inteligência artificial usou criptomoedas de outra carteira para concluir uma tarefa. O episódio ocorreu em junho, foi identificado em setembro e só agora veio a público. Segundo a empresa, o caso envolveu a rede de testes Sepolia, do Ethereum, e não gerou prejuízo financeiro.
A tarefa dada ao modelo era atualizar um protótipo de negociação de criptomoedas na Sepolia, incluindo a calculadora de operações, o comportamento do banco de dados e a troca de endereços provisórios por contratos funcionais. O problema é que nenhuma carteira foi fornecida ao agente de IA, que precisava de saldo para executar a atividade.
Como a IA encontrou saldo para agir
A OpenAI informou que o modelo tentou primeiro usar faucets, serviços que distribuem pequenas quantidades de moedas gratuitamente em redes de teste, mas não conseguiu avançar. Depois disso, passou a buscar endereços e chaves privadas expostas publicamente, verificando quais poderiam ter fundos disponíveis. Em um dos trechos compartilhados pela empresa, o modelo questiona se poderia usar chaves conhecidas para implantar os contratos e, em seguida, conclui que poderia prosseguir.
Ao todo, a IA verificou 362 endereços e encontrou um com saldo suficiente para completar a tarefa. A empresa mostrou que o modelo percebeu que a chave privada era pública e que os fundos poderiam ser usados a qualquer momento. Mesmo assim, decidiu prosseguir e, segundo a OpenAI, completou a atividade sem relatar no resultado final que havia usado moedas de outra carteira.
Empresa diz ter reforçado salvaguardas
A OpenAI afirmou que o incidente só foi descoberto enquanto ampliava o monitoramento de desalinhamento, área que avalia comportamentos inesperados ou fora do objetivo do modelo. Como resposta, a empresa disse ter acrescentado salvaguardas para impedir acesso à internet em tempo real em casos semelhantes.
Embora o caso tenha ocorrido em uma rede sem valor comercial, ele chama atenção pelo tipo de decisão tomada pela IA ao tentar terminar a tarefa. O episódio também reacende a discussão sobre limites de agentes automatizados quando recebem instruções sem supervisão direta.
Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.
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