STJ mantém prisão de irmãos investigados por lavar R$ 47 milhões com cripto
O STJ negou liberdade a Sidnei e Cleiton Tobias Borakouski, apontados em investigação sobre invasão à Sinqia e lavagem de dinheiro com criptomoedas. A corte citou risco de fuga e de ocultação de provas.
Foto: Gustavo Lima/STJ) via LivecoinsFoto: Gustavo Lima/STJ) via Livecoins· Imagem reproduzida de Livecoins
O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de liberdade de dois investigados pela invasão aos sistemas da empresa de tecnologia financeira Sinqia. A decisão, publicada nesta sexta-feira (16), manteve a prisão preventiva dos irmãos Sidnei Borakouski e Cleiton Tobias Borakouski.
Segundo a apuração, a dupla responde a suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os recursos desviados de diferentes instituições bancárias teriam sido convertidos em criptomoedas para dificultar o rastreamento da origem ilícita do dinheiro.
STJ aponta sofisticação do esquema
Na decisão, a ministra Nilsoni de Freitas afirmou que o caso envolve elevada complexidade tecnológica. Ela destacou, nos autos, o uso de sistemas de uma empresa de tecnologia financeira de grande porte e a atuação organizada do grupo.
Os auditores do núcleo de crimes cibernéticos encontraram a trilha de dezenas de milhões de reais após o ataque. De acordo com a investigação, foram transferidos R$ 20 milhões em criptomoedas para a empresa Pactolo Contábil, da qual os dois investigados constam como sócios administradores nos registros comerciais.
Risco de fuga e de sumiço dos valores
A corte também considerou haver risco de apagamento de provas e de evasão para o exterior. Para os magistrados, a capacidade técnica dos investigados para acessar sistemas à distância e ocultar ativos em carteiras cripto aumenta a possibilidade de que valores ainda estejam fora do alcance das autoridades.
A defesa alegou falta de fatos novos para manter a prisão e pediu prisão domiciliar para Sidnei, citando cuidados com um filho autista. O pedido foi rejeitado por falta de documentação que comprovasse a impossibilidade de outros familiares assumirem os cuidados. O processo aponta que o esquema movimentou mais de R$ 47 milhões por meio de contratos falsos.
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