Como verificar se uma exchange pediu autorização ao Banco Central
Com a nova regulação cripto no Brasil, investidores podem checar se a empresa informou pedido de autorização ao BC. A consulta pode ser feita nos canais da própria plataforma e em ferramentas do regulador.
Foto: Reprodução/Portal do BitcoinFoto: Reprodução/Portal do Bitcoin· Imagem reproduzida de Portal do Bitcoin
A nova regra para o mercado de criptoativos no Brasil colocou uma dúvida na rotina de quem usa exchanges como Mercado Bitcoin, Binance, Coinbase e outras plataformas: a empresa já apresentou pedido de autorização ao Banco Central para continuar operando no país? O tema ganhou peso porque o regulador fixou o prazo de 30 de outubro de 2026 para que as instituições que já prestavam serviços de ativos virtuais formalizassem suas solicitações.
Quem não fizer o pedido dentro do prazo deverá interromper os serviços sujeitos à autorização, seguindo as regras de encerramento. Mas a situação de cada empresa nem sempre é fácil de entender, porque existe diferença entre anunciar um protocolo, ter o processo em análise e receber a autorização definitiva. Em alguns casos, a operação também é feita por uma empresa brasileira com nome diferente da marca conhecida pelo público.
Onde buscar a informação
O primeiro caminho é o site e o aplicativo da própria exchange. A Resolução BCB nº 520 determina que as prestadoras de serviços de ativos virtuais divulguem informações sobre a autorização para atuar ou sobre pedidos em análise pelo Banco Central. A norma também exige dados sobre outras licenças, condições de prestação do serviço e a identificação de empresas envolvidas nas operações. Esses dados costumam aparecer nas páginas de termos, informações regulatórias e documentos institucionais.
Outra opção é o Cainvest SPSAV Monitor, iniciativa privada que reúne informações sobre pedidos de autorização no setor. Segundo levantamento divulgado em 29 de outubro, 38 instituições tinham pedidos em aberto junto ao regulador, com casos já na agenda de decisão, em análise ou aguardando documentos. Ainda assim, a ferramenta não substitui o cadastro oficial do Banco Central e mostra apenas um retrato de determinada data.
O BC também mantém um serviço de busca de instituições reguladas ou supervisionadas, com pesquisa por nome, CNPJ ou categoria de atuação. No momento, porém, o sistema ainda não exibe de forma específica a regulação para ativos virtuais, algo que deve ser atualizado em breve. Para confirmar se a autorização foi concedida, o investidor também pode consultar comunicados do Banco Central e decisões publicadas no Diário Oficial da União.
Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.
A melhor infraestrutura internacional de pagamentos para empresas e plataformas digitais: Pix para USDT, liquidado on-chain, direto na sua carteira.
Leia também
Mais de Regulação →PF investiga Paulo Guedes em apuração sobre OnilX e suspeita de pirâmide
A Polícia Federal apura o ex-ministro Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, da OnilX, por suspeita de crimes contra o sistema financeiro. A empresa é alvo de queixas de investidores e de medidas da CVM.
Foto: Shutterstock/DecryptCripto investe US$ 176 milhões nas eleições de meio de mandato nos EUA
Grupos do setor já gastaram cerca de US$ 176 milhões em disputas eleitorais nos EUA, mas só 13% dos eleitores dizem que cripto é prioridade para candidatos.
Foto: Reprodução/Bitcoin MagazineTesouro dos EUA sanciona rede ligada a lavagem de criptomoedas para a Coreia do Norte
O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou 10 pessoas e uma empresa por ajudar a Coreia do Norte a receber salários de trabalhadores fictícios no exterior. O órgão também apontou uso de criptomoedas para lavar recursos e publicou endereços de carteiras ligados ao caso.