PF investiga Paulo Guedes em apuração sobre OnilX e suspeita de pirâmide
A Polícia Federal apura o ex-ministro Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, da OnilX, por suspeita de crimes contra o sistema financeiro. A empresa é alvo de queixas de investidores e de medidas da CVM.
Foto: Reprodução/BeInCrypto Brasil· Imagem reproduzida de BeInCrypto Brasil
O ex-ministro da Economia Paulo Guedes passou a ser investigado pela Polícia Federal por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O empresário Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX, também está entre os investigados, segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico com base em apuração do Metrópoles. Guedes comandou a equipe econômica do governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022.
O inquérito foi registrado em 10 de fevereiro deste ano e tramita sob sigilo na 9ª Vara Federal de Curitiba, com base na Lei nº 7.492/1986, que trata dos delitos contra o sistema financeiro. A investigação é conduzida pela PF no Paraná, com participação do Ministério Público Federal.
Queixas contra a OnilX
A OnilX é alvo de reclamações de investidores que dizem enfrentar dificuldades para resgatar o dinheiro aplicado em criptomoedas. A empresa oferecia retornos de até 2,8% ao mês e teria captado milhões de reais com centenas de clientes. Segundo um levantamento citado pelo Metrópoles, foram 108 ações judiciais contra o grupo entre 12 de junho e 10 de setembro de 2026.
As reportagens também apontam que a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, adotou medidas contra a empresa por ofertas de intermediação de valores mobiliários. A OnilX nega as acusações. De acordo com as publicações, Guedes teria atuado como consultor, participado de reuniões estratégicas, recebido potenciais investidores e autorizado o uso de sua imagem em materiais de divulgação.
Defesa e andamento do caso
Em uma das ações, um casal que cobra R$ 876,5 mil da OnilX afirmou à Justiça que decidiu manter e ampliar o aporte após reunião com o ex-ministro na sede da companhia, em abril. Guedes é defendido pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que também representam Fábio Lino no inquérito. A apuração segue em andamento e o status de investigado não representa culpa nem confirmação das suspeitas.
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