Cripto investe US$ 176 milhões nas eleições de meio de mandato nos EUA
Grupos do setor já gastaram cerca de US$ 176 milhões em disputas eleitorais nos EUA, mas só 13% dos eleitores dizem que cripto é prioridade para candidatos.
Foto: Shutterstock/DecryptFoto: Shutterstock/Decrypt· Imagem reproduzida de Decrypt
A indústria de criptomoedas vem ampliando os gastos para influenciar as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas a prioridade do tema entre os eleitores segue baixa. Segundo uma pesquisa da Ipsos encomendada pelo DeFi Education Fund, apenas 13% dos americanos consideram extremamente ou muito importante que um candidato apoie o crescimento de tecnologias financeiras emergentes, como blockchain, cripto e finanças descentralizadas.
Quando a pergunta foi mais ampla, o interesse aumentou. Cerca de 35% disseram ser muito importante que os candidatos incentivem quem desenvolve a próxima geração de tecnologia financeira a continuar nos EUA, o item mais bem colocado na pesquisa. Já 26% responderam o mesmo sobre apoiar novas regras que permitam inovação no sistema financeiro.
Gastos sobem e debate regulatório continua
A diferença entre o apelo ao eleitor e o volume de dinheiro investido mostra a aposta do setor na disputa política. Uma revisão da Reuters apontou que grupos ligados ao mercado cripto gastaram cerca de US$ 176 milhões em mais de 100 disputas neste ciclo eleitoral, com o super PAC Fairshake e afiliadas respondendo por cerca de US$ 150,8 milhões até 20 de outubro. Uma das afiliadas declarou mais de US$ 46 milhões em gastos contra o ex-senador Sherrod Brown, na corrida para o Senado em Ohio.
O levantamento também indica que a preocupação dos americanos está mais ligada a segurança e controle do que à cripto em si. Ao todo, 63% afirmam que o sistema financeiro precisa ser atualizado para enfrentar ameaças como inteligência artificial e crimes cibernéticos, enquanto 49% dizem que o governo não deveria decidir quais produtos eles podem ou não investir.
Pressão política cresce após derrota no Senado
A indústria passou a mirar com mais força reguladores como a SEC, que fiscaliza o mercado de valores mobiliários, e a CFTC, órgão que supervisiona derivativos e commodities, depois que o Clarity Act fracassou em uma votação importante no Senado em setembro. O projeto buscava estabelecer regras federais para o mercado cripto, mas travou em meio a disputas sobre cláusulas de ética ligadas aos interesses do presidente Donald Trump no setor.
Na pesquisa, o apoio ao tema cripto apareceu com pouca diferença partidária: 15% dos republicanos e 13% dos democratas disseram que é muito importante. No item mais amplo, porém, republicanos lideraram democratas por 45% a 30%, o que ajuda a explicar por que o setor tenta transformar inovação financeira em uma pauta política mais fácil de vender ao eleitor.
Conteúdo informativo. Não é recomendação de investimento.
A melhor infraestrutura internacional de pagamentos para empresas e plataformas digitais: Pix para USDT, liquidado on-chain, direto na sua carteira.
Leia também
Mais de Regulação →PF investiga Paulo Guedes em apuração sobre OnilX e suspeita de pirâmide
A Polícia Federal apura o ex-ministro Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, da OnilX, por suspeita de crimes contra o sistema financeiro. A empresa é alvo de queixas de investidores e de medidas da CVM.
Foto: Reprodução/Portal do BitcoinComo verificar se uma exchange pediu autorização ao Banco Central
Com a nova regulação cripto no Brasil, investidores podem checar se a empresa informou pedido de autorização ao BC. A consulta pode ser feita nos canais da própria plataforma e em ferramentas do regulador.
Foto: Reprodução/Bitcoin MagazineTesouro dos EUA sanciona rede ligada a lavagem de criptomoedas para a Coreia do Norte
O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou 10 pessoas e uma empresa por ajudar a Coreia do Norte a receber salários de trabalhadores fictícios no exterior. O órgão também apontou uso de criptomoedas para lavar recursos e publicou endereços de carteiras ligados ao caso.